Aposentadoria

Como se planejar para uma velhice bem remunerada?
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Quando chega a idade de se aposentar, vem à mente a pergunta: e agora? Me preparei o suficiente para esta etapa da minha vida? Consegui guardar um bom dinheiro? Como pagarei as contas?
São questões que são consideradas apenas quando já estamos aposentados. O mais aconselhado é, ao longo de nossa vida laboral, poupar e investir uma porcentagem do que ganhamos para garantir nosso futuro.

Quanto mais jovem uma pessoa é, mais dificuldade ela tem de pensar na aposentadoria. Este fato tem uma explicação simples: se você fizer uma lista daquilo que pretende alcançar ao longo da sua vida, em termos de acúmulo de riquezas e patrimônio, a aposentadoria ficará sempre em último lugar. Não em importância, mas em ordem cronológica.

É natural que isso aconteça, pois as despesas com a lua de mel, a casa própria, a faculdade dos filhos, e diversas outras, acontecerão antes da aposentadoria.
No entanto, o que se precisa ter em mente é que, pela natureza dos gastos com previdência, que é um investimento com o objetivo de obter uma renda futura e não uma despesa, é necessário aprender a pensar neles de forma diferente.

Uma boa aposentadoria é sinônimo de independência financeira. Quanto mais cedo ela for conquistada, melhor. Mas, para que isso aconteça, é preciso começar a investir desde já. Quanto mais tempo se tem para investir, menor o esforço despendido ao longo da vida e maior o valor acumulado no momento da aposentadoria.

Vários são os fatores que irão influenciar a sua decisão de começar a investir para ter uma aposentadoria tranquila:

• Que parcela da sua renda atual você pode poupar;
• Com que idade deseja se aposentar;
• Quantos anos ainda restam até o momento da aposentadoria;
• Que renda deseja ter ao se aposentar.
• Quanto maior o tempo de contribuição, maior o valor acumulado e, consequentemente, maior a renda a ser recebida.

Portanto, é necessário ser realista ao decidir com que idade deseja se aposentar, pois, se faltarem poucos anos para atingir a idade desejada, será preciso contribuir todo mês com um valor muito alto para poder manter o seu atual padrão de vida.

Alguns analistas acreditam que, para que você mantenha o padrão de vida que tem hoje durante a aposentadoria, sabendo que seus gastos serão diferentes no futuro, será necessário receber o equivalente a 80% da renda atual. No entanto, as oportunidades de lazer, gastos adicionais com saúde, ajuda à família e outros, podem fazer até com que a necessidade de renda seja maior.

Para saber quanto você tem que poupar agora para ter uma aposentadoria segura no futuro, liste suas despesas atuais, retire aquelas que acha que não terá mais após se aposentar (por exemplo: transporte, colégio dos filhos, prestação da casa, etc.) e acrescente as que ainda não tem hoje, mas que provavelmente passará a ter no futuro (plano de saúde, medicamentos, viagens etc.).

Sabendo quanto terá que receber quando estiver aposentado, você poderá fazer uma simulação e escolher uma entre várias combinações possíveis de tempo e valor de contribuição para calcular a idade com a qual deve se aposentar.

Para decidir qual a melhor estratégia de investimento para complementar sua renda futura, é preciso que você conheça as diversas alternativas disponíveis e decida qual a mais adequada às suas necessidades, considerando seus objetivos, seus recursos e sua capacidade de suportar riscos.

Previdência Social

A Previdência Social nada mais é do que um seguro de natureza coletiva contra riscos sociais, como: doença, velhice, acidente, invalidez etc.
Tal "seguro" admite os regimes básicos e os regimes complementares. A principal diferença entre as duas espécies de regime é destacada a seguir:

1. Os regimes básicos são compulsórios, isto é, quando você começa a trabalhar, automaticamente começa a ser contribuinte da previdência. A contribuição previdenciária, neste caso, decorre de uma imposição legal.

2. Os regimes complementares são facultativos, ou seja, ninguém é obrigado a contribuir para tais regimes.

Regimes Básicos de Previdência

Os regimes básicos de previdência são: o regime geral de previdência social e os regimes próprios de previdência social de servidores públicos.

Regime Geral de Previdência Social

Popularmente conhecido como previdência oficial, é administrado pelo Instituto Nacional de Seguro Social - INSS.
Neste regime, os valores dos benefícios de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição são calculados com base na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a oitenta por cento de todo o período contributivo, multiplicada pelo fator previdenciário.

Este cálculo é realizado pelo INSS, na ocasião do pedido de aposentadoria, sendo que o valor do benefício não poderá ser inferior ao salário mínimo e nem superior ao teto do salário-de-contribuição na data de início do benefício.

Assim, chegamos a seguinte conclusão: quanto maior a renda na atividade, maior será o valor a ser complementado ao benefício pago pelo INSS, para que a pessoa possa manter o mesmo padrão de vida.

Regimes Próprios de Previdência Social de Servidores Públicos

Cada ente federativo(União, Estados, Distrito Federal e Municípios) institui um regime próprio de previdência para seus servidores públicos.
Nos últimos anos, este regime tem sofrido algumas alterações. A mais significativa foi o fato do servidor, que antes se aposentava com a sua última remuneração, passar a ter os proventos de aposentadoria calculados a partir de uma média de suas remunerações, ou seja, podendo receber um valor inferior à sua última remuneração.

Portanto, podemos concluir que até os servidores públicos, que no passado tinham direito a receber proventos de aposentadoria correspondentes ao valor de sua última remuneração na atividade, também devem começar a pensar na complementação de sua aposentadoria.

Regimes Complementares de Previdência

Os regimes complementares de previdência privada são mantidos por entidades de previdência abertas ou fechadas.

As fechadas, também chamadas de Fundos de Pensão, são entidades sem fins lucrativos, vinculadas a uma empresa patrocinadora, que geralmente contribui junto com o trabalhador. As entidades abertas são destinadas ao público em geral.

Existem diversos tipos e modalidades de planos. Conhecer cada um deles é essencial para uma correta tomada de decisão. Abaixo, apresentamos as principais características dos dois tipos de planos de previdência mais comercializados atualmente. Antes de contratar ou aderir a planos de previdência complementar, sugerimos consulta nos sites da Susep, Superintendência de Seguros Privados, e da Previc, Superintendência Nacional de Previdência Complementar, que são responsáveis, respectivamente, pela regulamentação e fiscalização do mercado de Previdência Complementar Aberta e Fechada.


Planos de Previdência Privada Aberta

• Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

O PGBL é um plano flexível, similar a um fundo de investimento tradicional, no qual você escolhe o valor e a periodicidade da contribuição.
Assim como em qualquer fundo de investimento, é possível optar pelo tipo de perfil do seu PGBL desde o mais conservador, com 100% da carteira composta por títulos públicos, até os mais arrojados, compostos de ações e derivativos.

Os resgates podem ser solicitados a qualquer tempo, desde que cumprida uma carência inicial estabelecida em regulamento. Porém, como se trata de um plano de previdência, que conta com o benefício fiscal de abater da base de cálculo do imposto de renda até 12% da renda tributável aplicada neste tipo de fundo, deve-se atentar para as alíquotas de imposto de renda incidentes nos resgates feitos em curto prazo, que podem ser maiores que as aplicadas aos fundos tradicionais.

Atenção: lembre-se que o PGBL não oferece garantia de rentabilidade mínima!

• Plano Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

O VGBL foi criado nos mesmos moldes do PGBL, mas com uma diferença básica: o tipo de benefício fiscal auferido.

No PGBL é possível deduzir até 12% de sua renda tributável no ano, mas quando é feito o resgate, o IR é cobrado sobre o valor total resgatado.

No VGBL não é possível deduzir as contribuições da base de cálculo do IR, mas o investidor é tributado apenas sobre o ganho de suas aplicações.


Vantagens e Desvantagens dos Planos de Previdência Privada

A principal vantagem dos planos de previdência privada, em relação aos fundos de investimento tradicionais, consiste no benefício fiscal do qual desfrutam os primeiros.
Porém, como as taxas cobradas pelos fundos de previdência privada abertos costumam ser altas, é necessário pesquisar os diferentes fundos oferecidos pelo mercado e calcular se a economia de imposto realmente compensa a diferença nas taxas.

Os fundos de pensão têm vantagens adicionais em relação aos fundos abertos, pois, em geral, contam com a contribuição de uma empresa patrocinadora, possuem taxas de administração mais baixas e a contribuição já vem descontada do salário - uma ótima vantagem para os investidores indisciplinados.

Entretanto, a principal desvantagem é que só é possível resgatar os recursos em caso de desligamento da empresa e, mesmo assim, os recursos oriundos de contribuições da empresa podem não ser passíveis de resgate, no todo ou em parte.

 

 

Qualquer que seja o momento da vida, conheça e utilize o Guia CVM de Planejamento Financeiro, para melhor organizar e planejar sua vida financeira.