Memórias da CVM

Você sabia?

No início de sua história, a CVM mudou algumas vezes de endereço, no Rio de Janeiro, até se estabelecer na Rua Sete de Setembro, 111. O núcleo inicial trabalhou em 4 salas cedidas pelo então presidente do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, em prédio anexo ao local onde hoje está instalado o Museu de Artes Modernas (MAM), enquanto as posições de diretoria eram preenchidas. Depois,a CVM mudou-se para dois locais: os 3º e 4º andares de um prédio na Rua Quitanda nº 106 (atualmente ocupado pelo RioPrevidência, que por coincidência firmou convênio com a CVM para promover educação financeira para os servidores estaduais), e para a Praça Pio X, nº 54, entre aos anos de 1977 a 1978.

Foi somente em 1978 que a CVM passou a ocupar andares do prédio Edifício Cidade do Carmo, após longa procura que envolveu, inclusive, a busca por imóveis em jornais de grande circulação.

 

Saiba como foi feita a escolha do primeiro Colegiado da CVM

A CVM surgiu como uma autarquia ligada ao Ministério da Fazenda, mas como foi criada do zero, era preciso estruturá-la. Em 15 de fevereiro de 1977, Roberto Teixeira da Costa aceitou o convite de Mario Henrique Simonsen para ser o presidente da recém-criada Comissão de Valores Mobiliários.

A partir do dia 11 de março de 1977, ele passou a se dedicar efetivamente à CVM, ainda que sem ter tomado posse oficial no cargo, uma vez que o mesmo apenas foi oficialmente criado em 20 de abril daquele ano, por meio do Decreto 79.557. Sua posse oficial, por sua vez, só ocorreu em 10 de maio de 1977.

 Seus primeiros passos como presidente da nova autarquia foram “escolher os companheiros de Colegiado que mais diretamente dividiriam as responsabilidades de instalar a Comissão, definir sua estrutura e linha política”  . Dessa forma, foram definidos os seguintes perfis e nomes para a 1ª Diretoria da CVM, cuja posse ocorreu em 14 de junho de 1977:

  

Nome
Jorge Hilário Gouveia Vieira, advogado que trouxe grande experiência e conhecimentos na área jurídica.
Geraldo Hess, engenheiro com curso de pós-graduação nos EEUU, Diretor Financeiro do Grupo Gerdau, que trouxe grande experiência como executivo de um grupo empresarial que havia se destacado como um dos que mais recorriam ao mercado de capitais como fonte de recurso.
Antônio Milão Rodrigues Lima, representante da experiência do setor público e dos conhecimentos na área fiscal, tão importantes para a CVM.
Ney Oscar Ribeiro de Carvalho, de 14.06.1977 a 01.02.1978, substituído por Emanuel Sotelino Schifferle (até então Superintendente de Relações com o mercado e intermediários), de 14.02.1978 a 09.04.1980.