Situações de risco ao investidor

Muito Cuidado!

Situações de risco ao investidor

Golpe das ligações sobre ações ou outros investimentos "esquecidos"

Nesse tipo de golpe, alguém entra em contato informando que você possui ações de uma determinada companhia (ou cotas do "Fundo 157") e oferece o serviço de "recuperar" o investimento e vendê-lo em seguida. No entanto, para que os papéis possam ser vendidos, é exigido o pagamento de um valor, antecipado, o qual é justificado de diferentes formas: "imposto de renda", "taxa cobrada pela CVM" ou "corretagem".

Em alguns casos, essas pessoas afirmam que representam um grupo que está comprando a companhia da qual você seria acionista e desejam adquirir suas ações. Para aqueles que questionam o fato de a operação ser feita dessa forma, pode ser explicado que a quantidade de ações está abaixo do lote mínimo de negociação, razão pela qual a compra é feita fora de mercado. Outros alegam que irão vender para você a quantidade necessária para completar o lote mínimo para venda.

Depois do contato inicial, normalmente é informado o número de uma conta-corrente na qual você deverá depositar o pagamento antecipado

Em outros casos, para aumentar a confiança do investidor, é solicitado o número de sua conta para que possam depositar primeiro o valor da venda das ações, quando então o investidor deveria fazer o tal pagamento. Muitos recomendam que seja confirmada a realização do depósito na sua conta antes de fazer o pagamento a eles. O depósito pode ser feito, mas ele normalmente ocorre por meio de cheque, que será provavelmente estornado, posteriormente, por insuficiência de fundos.

Uma vez tendo recebido o depósito feito por você, os golpistas irão desaparecer, os números de telefones de contato estarão desligados e o endereço dado será falso.

Oferta irregular de contratos de investimento coletivo

Algumas empresas ou pessoas se passando por empreendedores oferecem ao público a oportunidade de realizar investimentos por meio de contratos de parceria, mas sem registro na CVM. Muitas vezes, essa distribuição pública é acompanhada de promessas irreais de rentabilidade, de modo a atrair um número maior de aplicadores. O convite é para que se aplique, por exemplo, na engorda de animais ou ainda em outros empreendimentos (produção agrícola, reflorestamento etc.) que seriam capazes de gerar lucro suficiente para remunerar o capital investido pelas diversas pessoas que aceitam integrar esse “pool” de aplicadores.

A oferta pública de valores mobiliários (como os contratos de investimento coletivo) exige registro na CVM (podendo ser dispensada em casos específicos), sendo regulada pela Instrução CVM nº 400/2003. Nesses empreendimentos irregulares, além de a operação ocorrer à margem da lei, é comum que existam casos onde os saques dos investidores sejam pagos com o dinheiro de novas aplicações, caso em que o sistema funciona como uma espécie de “pirâmide” financeira. Quando as retiradas superam as aplicações, o sistema entra em colapso, por incapacidade de honrar os pedidos de saque. Mesmo com a responsabilização dos infratores, a recuperação do capital investido encontra bastante dificuldade.

Ações dos antigos planos de expansão da rede de telefones

É comum a existência de pessoas interessadas em adquirir, fora de mercado, ações oriundas dos antigos planos de expansão da rede de telefones, já que os mesmos proporcionavam às pessoas que adquiriam linhas telefônicas a propriedade de ações das companhias operadoras.

Além disso, em decorrência do processo de privatização da Telebrás, surgiram, inicialmente, 12 novas empresas, que posteriormente foram incorporadas. Atualmente, contando com a Telebrás, são 8 (oito) companhias.

Para que esses acionistas pudessem ter maior facilidade de venda dessas ações, foram firmados convênios entre essas empresas e alguns bancos comerciais, que fazem o intermédio da venda das ações das teles de forma grupada, facilitando a operação, já que algumas posições acionárias são pequenas e teriam que ser negociadas em lotes fracionários.

No entanto, esse fato pode ocorrer também com outras ações que não as chamadas "Teles". Apesar da possibilidade de venda regular, algumas pessoas não autorizadas para a prestação desses serviços procuram esses pequenos acionistas, por meio da publicação de anúncios ou assediando as pessoas nas portas de agências bancárias, ou mesmo telefonando para suas residências, oferecendo a compra ou a venda de suas ações.

Mercado FOREX

A CVM tem recebido diversas consultas e reclamações a respeito de operações no mercado de moedas FOREX, existente no exterior e que vem sendo ofertado a investidores brasileiros, em muitos casos acompanhadas de promessas de rentabilidade extraordinária.

Muitos investidores estão aplicando nesse mercado nem sempre com o conhecimento adequado das suas reais características e, principalmente, dos riscos envolvidos. Entre esses riscos, está o de as ofertas públicas desses produtos não estarem sendo feitas de acordo com a regulamentação brasileira, por não terem sido registradas na CVM e nem serem conduzidas por intermediários autorizados.

Para alertar e informar o público investidor sobre esses esquemas, que vêm proliferando nos últimos anos, a CVM lançou um caderno de alerta aos consumidores, que pode ser encontrado no link "Publicações Educacionais", em "Série Alerta".