Concurso de Redação e Vídeo: Carta aos Responsáveis

 

NOVO! Divulgado o resultado

 

A vida moderna nos traz a todo o momento novidades, mudanças e um alerta sobre a importância de buscarmos informação, atualização e estudo.

Quando pensamos nesta nova realidade, é normal nos indagarmos se estamos cumprindo nosso compromisso enquanto família, orientadora dos filhos neste processo. As dúvidas são várias: estou agindo certo ou errado; estou proporcionando o melhor; estou cobrando muito ou pouco; o que meu filho precisa para ser bem sucedido?

Todas as dúvidas são pertinentes para quem assume com responsabilidade o papel de educar. Porém algumas respostas virão com o tempo, seguidas das ações de nossos jovens filhos.

E então, o que fazer? Esperar para ver o que acontecerá? Essa é uma possibilidade, mas compartilhamos aqui com você outra, que defende a formação contínua deste indivíduo ao longo da infância e juventude para que ele torne-se autônomo, livre e responsável por seus atos e atitudes, agindo de maneira consciente nas suas escolhas e assumindo os riscos que elas possam apresentar. Parece fácil, não é mesmo? Mas como fazer isso acontecer?

Jean Piaget(1)  em seus estudos sobre o desenvolvimento humano apresenta a teoria das fases ou ciclos da vida justificando que a cada etapa o ser humano desenvolve habilidades, ampliando assim o seu conhecimento intelectual, social, emocional e moral, até tornar-se um adulto.

Na fase chamada de Operações Formais ou Operatório Abstrato (a partir dos 12 anos) ele nos diz que este é o momento em que o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio, ou seja, ele consegue alcançar o padrão intelectual que persistirá durante a idade adulta. Seu desenvolvimento posterior consistirá numa ampliação de conhecimentos para o funcionamento da mente.

A partir desta fase (conhecida por nós como adolescência)(2) , o indivíduo adquire a capacidade de criticar e propor novos códigos de conduta: discute valores morais e constrói os seus próprios adquirindo autonomia(3). Portanto, é a fase em que devemos trazer mais desafios e apresentar mais caminhos a serem percorridos, assim como promover o diálogo e a cooperação para se chegar a uma conclusão.

Pensando nisso, disponibilizamos através deste concurso uma possibilidade de discussão e reflexão sobre as atitudes e escolhas que um jovem pode fazer para contribuir com o seu dia-a-dia e com um futuro próximo, envolvendo projetos escolares, compra de bens, organização de viagens. Acreditamos que através de pequenas atitudes, teremos no futuro não muito distante, grandes mudanças.

Certamente, o tempo disponibilizado para a produção textual aqui proposta, será revertido para o participante do concurso neste momento de formação pessoal e futuramente também para nossa sociedade, que contará com um indivíduo que busca pensar, planejar, definir metas e ações, tenha capacidade de poupar e fazer escolhas conscientes, levando em conta a moral, o crescimento pessoal e o bem comum.

Pelo lado da CVM, o Concurso Cultural de Redação e Vídeo também é justificado pela responsabilidade que a autarquia tem de estimular a formação de poupança. 

Editais

Concurso de Redação

Concurso de Vídeo

 

Anexos

Anexo I - Edital Concurso de Redação: Folha padrão

Anexo I - Edital Concurso de Video: Planejamento do Vídeo

Anexo II - Editais Concursos de Redação e Vídeo: Autorização para publicação

Anexo III - Editais Concursos de Redação e Vídeo: Ficha de Inscrição

 

Acesse aqui a Carta aos Responsáveis

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Inscrições Encerradas

Divulgado o resultado

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Notas da página:

(1) Jean Piaget, psicólogo e epistemólogo do pensamento, nasceu na Suíça, no dia 9 de Agosto de 1896. Os seus estudos incidem sobre a forma como se constrói o conhecimento, processo que segundo Piaget se realiza por estágios de desenvolvimento. Morreu em 17 de setembro de 1980.

(2) O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13 de julho de 1990) considera como adolescente a pessoa entre doze e dezoito anos de idade.

(3) Autonomia é um termo de origem grega cujo significado está relacionado com independência, liberdade ou autossuficiência. Existem muitas definições para a autonomia, mas adotaremos aqui a de Marc J. Noom (Adolescent Autonomy: Characteristics and correlates. Delft, The Netherlands:Eburon), que a define, em uma tradução livre, como capacidade de dar sentido à própria vida, através da definição de metas, sentindo-se competente e sendo capaz de regular as próprias ações.